07/01/2018

A grande descoberta de Galileu

Em 7 de janeiro de 1610, Galileu observava as 4 luas de Júpiter com seu telescópio.

Em maio de 1609, Galileu  ouviu falar de um “instrumento para olhar coisas a distância”, através de uma carta de seu antigo aluno Giacomo Badoer. O instrumento era constituído por um tubo com uma lente em cada extremidade, que um a um fabricante de óculos   holandês chamado  Hans Lippershey  teria inventado no ano anterior. Foi aí que tudo começou.

Sem nunca  ter visto o aparelho de Lippershey , Galileu construiu seu primeiro telescópio (que ele chamava perspicillum) em junho, com um aumento de 3 vezes;  rapidamente aprimorou-o e em novembro já tinha um telescópio com   um aumento de 20 vezes, muito mais potente e nítido que qualquer outro existente nessa época. Com esse instrumento ele começou, ainda nesse mês, as meticulosas observações que marcaram o início da astronomia moderna.

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O telescópio

Fabricado na Holanda, este telescópio permitia ver as estrelas invisíveis a olho nu. Galileu construiu seu primeiro telescópio, mas o seu, ao contrário do telescópio holandês, não deformava os objetos e aumentava em 6 vezes (o dobro do holandês).


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Mais tarde, melhorou suas versões para uma ampliação em aproximadamente 30 vezes. Com seu novo telescópio, Galileu poderia observar imagens ampliadas, de pé sobre a terra, usando um equipamento que é comumente conhecido como um telescópio terrestre ou uma luneta.

Galileu descobriu diversos fenômenos celestes, como manchas solares, crateras lunares, as fases de Vênus, os principais satélites de Júpiter, a natureza da Via Láctea como concentração de incontáveis estrelas, iniciando assim uma nova era da observação astronômica.

As descobertas de Galileu forneceram evidências aos defensores do sistema heliocêntrico de Copérnico. Pouco tempo depois de Galileu, Johannes Kepler descrevia a óptica das lentes, incluindo um novo tipo de telescópio astronômico com duas lentes convexas.


A descoberta

Galileu escreveu em seu livro "Sidereus Nuncius", conhecido como Mensageiro Sideral:

"Eis que no sétimo dia de Janeiro do presente ano de 1610, na primeira hora da noite, enquanto contemplava com o óculo os astros celestes, apareceu Júpiter. Dispondo, então, de um instrumento excelente, percebi (coisa que antes não me havia acontecido em absoluto pela debilidade de outro aparelho) que o acompanhavam três estrelinhas, pequeninas, ainda que claríssimas, as quais por mais que considerasse que eram do número das fixas, me produziram certa admiração, pois pareciam dispostas exatamente em linha reta paralela à eclíptica e também mais brilhantes que as outras de magnitude parecida."

Noite após noite, durante quase dois meses, de 7 de Janeiro até ao dia 2 de Março de 1610, sempre que a limpidez do céu o permite, Galileu observa a região do céu em torno de Júpiter. Registra as posições e os movimentos dos novos planetas em conjunto com Júpiter. Verifica que tanto em longitude quanto em latitude os movimentos concordam exatamente com as tabelas astronômicas. Os registros minuciosos das posições e dos movimentos das quatro estrelas errantes permitem-lhe concluir que estas orbitam Júpiter, "a mais nobre de todas", e que em conjunto com todas realizam uma revolução "em torno de centro do Mundo, isto é, o Sol", em cada 12 anos.

Para Galileu, as revoluções dos novos planetas em torno de Júpiter são um argumento notável para eliminar as dúvidas daqueles que, aceitando genericamente o sistema heliocêntrico, mantêm algumas reservas por não compreenderem o caráter singular do movimento da Lua em torno da Terra, enquanto ambas descrevem o movimento em torno do Sol. Na opinião de Galileu, expressa no "Sidereus Nuncius", a existência de quatro planetas orbitando Júpiter, que por sua vez descrevem em conjunto revoluções em redor do Sol, retira o caráter particular do movimento da Lua em torno da Terra, abrindo caminho para a aceitação plena do heliocentrismo.

Os satélites de Júpiter

A primeira observação de um dos satélites de Júpiter foi realizado pelo astrônomo chinês Gan De, em 364 a.C. Porém, a primeira observação dos satélites, sem incertezas, foi feita por Galileu.

Júpiter é o planeta que possui a maior quantidade de satélites naturais. Ao todo são 69 satélites, sendo que o 4 satélites mais massivos foram os que Galileu observou em seu telescópio em 7 de janeiro de 1610.

O astrônomo alemão Simon Marius, publicou em 1614 sua obra "Mundus Iovalis" descrevendo o planeta Júpiter e suas luas afirmando  ter descoberto as 4 luas  dias antes de Galileu, acusando-o de plagiarismo, dando início a uma disputa com Galileu. Considera-se a possibilidade de Marius ter observado as luas de Júpiter dias após às observações de Galileu e de forma independente. Se esta informação proceder, Marius seria a única pessoa a observar as luas no período anterior à publicação das observações de Galileu. Apesar desta disputa, considera-se que Galileu seja o único descobridor dos 4 satélites naturais de Júpiter.

Mas, independente desta questão, os nomes mitológicos que estas luas receberam, e que hoje são conhecidas como Io, Europa, Ganimedes e Calisto, nomes de quatro amantes de Zeus, foram propostas por Marius. Galileu havia se referido as estas luas como "estrelas de Médice" e se referia a estas luas como Júpiter I, Júpiter II, Júpiter II e Júpiter IV. No entanto, as nomenclaturas propostas por Marius não foi utilizada até o século XX.

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