11/02/2018

11 de Fevereiro: Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

O dia 11 de fevereiro é celebrado como Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data foi instituída pelos Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de reconhecer o importante papel que as mulheres desempenham nas comunidades de ciência e tecnologia ao redor do mundo.

Em setembro de 2015, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 11 de fevereiro Dia Internacional das Mulheres e da Meninas na Ciência, através da resolução A/70/474/Add.2 em reconhecimento aos esforços da UNESCO, ONU Mulheres, UIT e outras organizações relevantes que apoiam e promovem o acesso das mulheres e meninas à educação, formação e atividade de investigação científica, tecnológica, de engenharia e matemática.

11 de Fevereiro: Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

A ciência e a igualdade de gênero são dois fatores vitais para levar ao sucesso a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Ao longo dos últimos 15 anos, a comunidade global fez muitos esforços para inspirar e envolver as mulheres e garotas na ciência, mas, infelizmente, muitas continuam a ser excluídas desta área.

De acordo com um estudo em 14 países, a probabilidade de mulheres obterem o grau de licenciatura, mestrado e doutoramento em campos relacionados com a ciência é de 18%, 8% e 2%, respectivamente; enquanto que as porcentagens masculinas são de 37%, 18% e 6%.

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, este ano subordinado ao tema “Transformar o Mundo: Igualdade para todos” , visa ajudar as instituições a promoverem o trabalho das mulheres na ciência e, a partir do exemplo das mesmas, a encorajar as meninas a escolherem  a ciência como uma profissão para a vida.

Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro de 2017, fez seu pronunciamento durante as duas últimas Conferências das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 21 e 22):

As meninas continuam a enfrentar estereótipos e restrições sociais e culturais, que limitam seu acesso à educação e ao financiamento para pesquisas, impedindo-as de desenvolver carreiras científicas e de realizar todo o seu potencial.

Segundo um artigo publicado na revista Nature, a presença feminina como avaliadoras dos trabalhos de seus colegas é uma das bases do sistema científico e acadêmico, e permite que as revistas científicas analisem a qualidade dos artigos submetidos para publicação. Além disso, trata-se de um caminho para que os avaliadores melhorem em sua própria área de conhecimento e fortaleçam vínculos com outros pesquisadores.

Segundo a União Americana de Geofísica, mulheres de todas as idades têm menos probabilidade de participar desse processo, onde apenas 20% de revisores são mulheres. Os autores sugerem que as mulheres preparam melhor o envio de seus trabalhos já esperando encontrar mais dificuldades. Essa hipótese coincide com os resultados de outros estudos que indicam que as pessoas que esperam mais obstáculos dedicam mais esforço à preparação e assumem menos riscos. Isso explicaria também, pelo menos em parte, por que as mulheres enviam menos artigos para publicação do que os homens. “Um processo de estudo duplo-cego poderia lançar mais luz sobre esses fatores”, propõem os autores do artigo na Nature.

Em um artigo apresentado na revista Science, foi perguntado a meninos e meninas se acreditavam que uma pessoa descrita para eles como especialmente inteligente era do seu sexo ou oposto. Quando as crianças tinham 5 anos, não se observavam diferenças. Mas a partir dos 6 ou 7 anos, a probabilidade de que meninas considerem a pessoa brilhante como sendo de seu sexo cai.

Os responsáveis pelo estudo consideram que essas ideias sobre gênero e inteligência, que aparecem em uma fase inicial da infância, podem afastar as meninas das carreiras em ciência e engenharia. Um dado interessante é que tanto meninos como meninas reconhecem que elas tiram melhores notas, o que sugere que não associam essas notas com brilhantismo. Agora, os autores querem entender as origens dessas diferenças de percepção.


Referências:

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